Com a cobertura do Desafio 100 Km, o blog Pedivela irá estrear na próxima segunda-feira, 9, no portal zerohora.com, o endereço digital do jornal Zero Hora, o mais importante diário do sul do país. O Desafio 100 Km faz parte da programação da primeira prova de Audax promovida pela Sociedade Audax em 2009, que ocorre no domingo, 8, com uma edição de 200 quilômetros. A competição de resistência irá percorrer as rodovias BR-290, RS-401 e RS-244, entre Eldorado do Sul e General Câmara, ambos os municípios situados na Região Metropolitana de Porto Alegre. A largada ocorre às 6h30min.
De acordo com listagem publicada na página da Sociedade Audax (http://sociedadeaudax.blogspot.com/), 64 ciclistas estão inscritos para os 200 quilômetros. Os participantes representam 15 municípios do Estado. A adesão superou a expectativa da organização do evento, que esperava atrair 50 pessoas. Os nomes de três mulheres constam da relação. O blog da Sociedade Audax não havia divulgado até os 30 minutos deste sábado, 7, a lista de competidores do Desafio 100 km.
Novidade no Estado
O Desafio é uma novidade na série Audax no Estado. O exemplo vem de São Paulo e Rio de Janeiro, onde este tipo de promoção já é realizado, com o objetivo é incentivar que usuários de bicicleta descubram o prazer do ciclismo de estrada. No domingo, outra novidade será a presença de magrelas de pinha fixa na linha de largada. É provavelmente a primeira vez que este tipo de bike será utilizado em provas de Audax no Rio Grande do Sul.
A cobertura do Desafio 100 km pelo blog Pedivela poderá ser acessada a partir das 6h de segunda-feira no novo endereço da página (www.zerohora.com/pedivela). Fotos serão publicadas na página de Pedivela no portal Flickr (www.flickr.com/photos/pedivela).
O texto que você está lendo neste momento encerra as atualizações de Pedivela no portal Blogspot. Este que vos escreve agradece o apoio recebido nos últimos dois anos e sete meses, representado pelas mais de 32 mil visitas registradas e centenas de comentários e mensagens eletrônicas enviados. Fica aqui o convite para que continuem acompanhando Pedivela em zerohora.com. Eu os espero na segunda-feira. Até lá, amigos.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Blog Pedivela estréia segunda-feira em zerohora.com
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
A última pedalada dos Repórteres de Bicicleta

Iniciada em abril de 2007, a página Repórteres de Bicicleta (http://www.reporteresdebicicleta.blogger.com.br/) terá sua última atualização nesta sexta-feira, 6. Os responsáveis pelo site, Ellen Araújo e Felipe Luchete, concluíram o curso de jornalismo no dia 23 de janeiro e deixaram as terras de Viçosa, a 225 quilômetros de Belo Horizonte, Minas Gerais. Formados, os dois profissionais retornaram às cidades natais. Luchete está em Jundiaí, em São Paulo. Ellen, em Volta Redonda, no Rio. Na página, a dupla publicava principalmente matérias produzidas durante as pedaladas que realizavam em busca de notícias e histórias. Nesta semana, Luchete estava editando o último vídeo dos Repórteres, gravado em dezembro, e que deverá ir ao ar amanhã.
Desde o início do projeto, os dois percorreram mais de 20 localidades diferentes de Viçosa e transformaram o que viram e sentiram em mais de 60 textos, 115 fotos e 30 vídeos. As pedaladas, quase todas aos domingos pela manhã, os levaram longe. Em maio de 2008, os repórteres foram a São Paulo apresentar o trabalho no 13º Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sudeste, o Intercom. Em setembro do ano anterior, foram reconhecidos pela mídia local e nacional depois que o blog foi recomendado pelo jornalista Ricardo Noblat – um dos blogueiros mais importantes do país.
Desde o início do projeto, os dois percorreram mais de 20 localidades diferentes de Viçosa e transformaram o que viram e sentiram em mais de 60 textos, 115 fotos e 30 vídeos. As pedaladas, quase todas aos domingos pela manhã, os levaram longe. Em maio de 2008, os repórteres foram a São Paulo apresentar o trabalho no 13º Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sudeste, o Intercom. Em setembro do ano anterior, foram reconhecidos pela mídia local e nacional depois que o blog foi recomendado pelo jornalista Ricardo Noblat – um dos blogueiros mais importantes do país.
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
A nova estrada do Blog Pedivela
Dois anos e sete meses depois de entrar no ar, o blog Pedivela passará por uma significativa alteração, seguindo por uma nova estrada na rede mundial de computadores. Nos próximos dias, a página será incluída entre os blogs hospedados no portal do jornal Zero Hora na Internet. Zero Hora, o principal veículo impresso do grupo RBS, é o mais importante jornal da Região Sul do Brasil e talvez o único diário do país a manter uma coluna semanal sobre o universo das bicicletas. A coluna Bike é assinada por este que vos escreve e publicada às quintas-feiras, no caderno Sobre Rodas. Mais do que uma mudança de endereço, a transferência do blog Pedivela para zerohora.com representa o estabelecimento de uma parceria de grande valor para a cobertura do que acontece nas diversas modalidades de ciclismo. Ainda sem data para a estréia no portal, a página poderá ser acessada em www.zerohora.com/pedivela.
O pai da idéia
Surgido no dia 9 de julho de 2006, o blog Pedivela foi criado por sugestão do jornalista Luiz Domingues, 49, na foto acima dando sua colaboração no consumo de costelas de gado e de porco preparadas no rolete. Domingues, editor no Diário Gaúcho, jornal também pertencente ao grupo RBS, não é ciclista, mas um profissional ligado no que rola por aí. O blog surgiu como uma conseqüência de interrupção temporária da publicação da coluna Bike, em razão de questões de legislação trabalhista. Na época, a coluna já contava com quase dois anos de existência. A criação do espaço impresso teve o apoio decisivo do então editor-chefe de Zero Hora Ricardo Stefanelli, hoje diretor de redação do jornal. É com o aval de Stefanelli que agora o blog Pedivela se transfere para o portal zerohora.com.
Os números da pedalada
Hoje, o caminho percorrido pelo blog Pedivela soma 176 textos publicados desde o lançamento da página, com mais de 32 mil visitas registradas. No início, o espaço se dedicava também a divulgar as atividades do grupo Giramundo, que reunia sete ciclistas de Porto Alegre adeptos do cicloturismo. O grupo se desfez, mas o blog seguiu, ampliando sua cobertura e sempre fiel à idéia de promover a arte de andar de bicicleta. A história da magrela, por exemplo, foi um dos temas que se revelou constante em Pedivela, ao lado de textos sobre viagens, provas, eventos e pessoas ligadas ao mundo do ciclismo. Em zerohora.com, nossa intenção é tornar ainda mais dinâmica e abrangente tal cobertura. Desde já, fica o convite para que os leitores nos acompanhem nesta próxima etapa de nossa pedalada.
O pai da idéia
Surgido no dia 9 de julho de 2006, o blog Pedivela foi criado por sugestão do jornalista Luiz Domingues, 49, na foto acima dando sua colaboração no consumo de costelas de gado e de porco preparadas no rolete. Domingues, editor no Diário Gaúcho, jornal também pertencente ao grupo RBS, não é ciclista, mas um profissional ligado no que rola por aí. O blog surgiu como uma conseqüência de interrupção temporária da publicação da coluna Bike, em razão de questões de legislação trabalhista. Na época, a coluna já contava com quase dois anos de existência. A criação do espaço impresso teve o apoio decisivo do então editor-chefe de Zero Hora Ricardo Stefanelli, hoje diretor de redação do jornal. É com o aval de Stefanelli que agora o blog Pedivela se transfere para o portal zerohora.com.
Os números da pedalada
Hoje, o caminho percorrido pelo blog Pedivela soma 176 textos publicados desde o lançamento da página, com mais de 32 mil visitas registradas. No início, o espaço se dedicava também a divulgar as atividades do grupo Giramundo, que reunia sete ciclistas de Porto Alegre adeptos do cicloturismo. O grupo se desfez, mas o blog seguiu, ampliando sua cobertura e sempre fiel à idéia de promover a arte de andar de bicicleta. A história da magrela, por exemplo, foi um dos temas que se revelou constante em Pedivela, ao lado de textos sobre viagens, provas, eventos e pessoas ligadas ao mundo do ciclismo. Em zerohora.com, nossa intenção é tornar ainda mais dinâmica e abrangente tal cobertura. Desde já, fica o convite para que os leitores nos acompanhem nesta próxima etapa de nossa pedalada.
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sábado, 31 de janeiro de 2009
O quarto sábado de janeiro
Eu poderia pensar em fatalidade, em inferno astral ou em uma conspiração dos céus contra este que vos escreve. Trata-se de duas quedas da bicicleta, dois tombos sérios entre novembro de 2003 e janeiro de 2009, 470 saídas com a magrela, 20.346 quilômetros rodados. O detalhe: ambos os acidentes ocorreram na mesma data – o quarto sábado do mês de janeiro. Foi assim em 2006, foi assim em 2009, sob a lua minguante nas duas situações. Talvez seja este o momento do ano em que os deuses me enviem avisos para tomar cuidado, para repensar minha ação sobre a bici. Até aqui, tudo se resolveu bem. Incidentes potencialmente fatais terminaram sem nenhuma seqüela, mas, no futuro prestarei maior atenção ao quarto sábado de janeiro.
Mais objetivo do que especular sobre suposta interferência divina, no entanto, é ressaltar a atitude decisiva que tornou tais acidentes apenas um aviso. Refiro-me ao uso do capacete. Nas 470 pedaladas realizadas, em apenas uma, por haver esquecido o equipamento em casa, não utilizei o capacete. O primeiro que adquiri era um modelo ordinário, dos mais baratos. Depois, aos poucos, fui percebendo a importância de coisa de melhor qualidade e, infelizmente, mais cara. No primeiro tombo, o capacete rachou. No segundo, ficou amassado. Antes o capacete do que a cabeça.
Traumatismo craniano
No Brasil, não dispomos de estatísticas sobre acidentes de trânsito envolvendo ciclistas. Não é um sinal dos deuses, mas do descaso dos órgãos públicos com os usuários de uma frota que chega a 60 milhões de bicicletas. O país é o quinto consumidor mundial de magrelas, mas para os governantes, nós, os ciclistas, não existimos. Em outros países, a situação é diferente. Nos Estados Unidos, por exemplo, sabe-se que dois terços dos 700 ciclistas mortos em 2007 sofreram traumatismo craniano e que tal ferimento foi a causa do óbito. Além do inestimável custo de vidas humanas, a falta do capacete representa um gasto de US$ 81 milhões a cada ano para o sistema de saúde dos EUA. De acordo com o mesmo estudo, assinado pelo Bicycle Helmet Safety Institute, o capacete pode reduzir entre 45% e 88% a possibilidade de ocorrência de danos cerebrais.
Na história da bicicleta, uma trajetória de cerca de 140 anos, a preocupação com a segurança é relativamente recente, tendo sido iniciada com o reflorescimento do ciclismo esportivo nos anos 1970. Até meados da década, enquanto competidores eventualmente utilizavam capacetes de couro, usuários de recreação não dispunham de qualquer equipamento para proteger a cachola. O primeiro passo significativo foi dado pela Bell Helmets, da Califórnia, então famosa pela produção de capacetes para motociclistas. Naquele ano, a indústria ofereceu pela primeira vez um artigo especificamente desenvolvido para ciclistas. De lá para cá, capacetes tornaram-se muito mais leves, arejados, resistentes e eficientes contra eventuais acidentes — ou imprudências — ocorridas no quarto sábado de janeiro ou em qualquer outro dia. Pela vida, use capacete. Sempre.
Mais objetivo do que especular sobre suposta interferência divina, no entanto, é ressaltar a atitude decisiva que tornou tais acidentes apenas um aviso. Refiro-me ao uso do capacete. Nas 470 pedaladas realizadas, em apenas uma, por haver esquecido o equipamento em casa, não utilizei o capacete. O primeiro que adquiri era um modelo ordinário, dos mais baratos. Depois, aos poucos, fui percebendo a importância de coisa de melhor qualidade e, infelizmente, mais cara. No primeiro tombo, o capacete rachou. No segundo, ficou amassado. Antes o capacete do que a cabeça.
Traumatismo craniano
No Brasil, não dispomos de estatísticas sobre acidentes de trânsito envolvendo ciclistas. Não é um sinal dos deuses, mas do descaso dos órgãos públicos com os usuários de uma frota que chega a 60 milhões de bicicletas. O país é o quinto consumidor mundial de magrelas, mas para os governantes, nós, os ciclistas, não existimos. Em outros países, a situação é diferente. Nos Estados Unidos, por exemplo, sabe-se que dois terços dos 700 ciclistas mortos em 2007 sofreram traumatismo craniano e que tal ferimento foi a causa do óbito. Além do inestimável custo de vidas humanas, a falta do capacete representa um gasto de US$ 81 milhões a cada ano para o sistema de saúde dos EUA. De acordo com o mesmo estudo, assinado pelo Bicycle Helmet Safety Institute, o capacete pode reduzir entre 45% e 88% a possibilidade de ocorrência de danos cerebrais.
Na história da bicicleta, uma trajetória de cerca de 140 anos, a preocupação com a segurança é relativamente recente, tendo sido iniciada com o reflorescimento do ciclismo esportivo nos anos 1970. Até meados da década, enquanto competidores eventualmente utilizavam capacetes de couro, usuários de recreação não dispunham de qualquer equipamento para proteger a cachola. O primeiro passo significativo foi dado pela Bell Helmets, da Califórnia, então famosa pela produção de capacetes para motociclistas. Naquele ano, a indústria ofereceu pela primeira vez um artigo especificamente desenvolvido para ciclistas. De lá para cá, capacetes tornaram-se muito mais leves, arejados, resistentes e eficientes contra eventuais acidentes — ou imprudências — ocorridas no quarto sábado de janeiro ou em qualquer outro dia. Pela vida, use capacete. Sempre.
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Que tal pedalar de minissaia?

Mais uma colaboração do nosso homem em terras orientais, Mário Cardoso, o Mário Cê. O flagrante acima foi feito durante o Shimano Challenge Road Race, acontecimento anual cuja edição de 2008 ocorreu em outubro, em Haikou, capital da província de Hainão, na China. De acordo com Mário, o evento “reúne centenas de ciclistas e é uma excelente organização, promovendo muito a prática do ciclismo quer por competidores fortes quer por amadores e cicloturistas”. As meninas da foto apresentaram o belo modelito de minissaia, bem mais elegante do que as tradicionais bermudas. Mário diz ter sido a primeira vez que viu tal vestimenta. Eu também. As chinesas parecem à vontade e confortáveis. Não sabemos se são almofadadas por baixo — me refiro às saias —, mas certamente fariam sucesso no mercado brasileiro.
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Americanos querem popularizar a bicicleta de bambu na África
Pode ser que seja apenas um devaneio de americanos bem intencionados. De acordo com reportagem publicada no último dia 22 no jornal Le Monde, os americanos Craig Calfee e David Ho pretendem conquistar o mercado de Gana, país da África ocidental com 23 milhões de habitantes, com bicicletas de bambu montadas na região. Calfee é fabricante californiano de magrelas de competição. David Ho, universitário nova-iorquino. Gana, por sua vez, até o momento não quer nem saber de bikes. Aliás, a bicicleta nunca teve vez na África. Em Acra, a capital de Gana, “as ruas da cidade, como as estradas de todo o continente, oferecem o espetáculo de um formigueiro permanente de pedestres – sobretudo mulheres –, carregados como jumentos: bacias na cabeça, bebês nas costas. Na escala social africana, aquele que pedala não é mais bem considerado do que o mendigo, bem abaixo do motociclista, e ainda mais daquele que se gaba no volante de um carro, mesmo que aos pedaços”, diz o texto de Phillipe Bernard.
Nos planos de Calfee e Ho, a fabricação de bicicletas de bambu no estilo cauda longa, permitiria empregar matéria-prima e mão-de-obra locais. Para dar sustentação ao projeto, a dupla exibe uma pesquisa de mercado divulgada em 2008 sob a égide do Instituto Terra da Universidade de Columbia em Nova York, dirigida pelo célebre economista Jeffrey Sachs. O estudo aponta que as bikes de bambu podem até ser superiores às bicicletas tradicionais, de alumínio ou de ferro. O custo de fabricação está hoje estimado em US$ 47 e o de venda, em US$ 55. Na Califórnia, Calfee vende quadros produzidos com a gramínea por US$ 2,6 mil.
Churchill e os Buffalo Soldiers
A bicicleta de bambu é uma esquisitice sugerida ao mercado desde o final do século 19, mas ainda hoje os proponentes de tal avanço não conseguiram superar o problema da excessiva flexibilidade do quadro. Também não é a primeira vez que homens brancos sonham em difundir o uso da magrela na África. Um dos mais célebres visionários foi Winston Churchill. Em 1908, o estadista, então ministro do comércio da Inglaterra, sugeriu que os exploradores coloniais fizessem uso da bicicleta em suas aventuras pelo continente.
Hoje, a idéia de Churchill é mais considerada como uma das proposições que deram origem à bicicleta para todo terreno do que uma iniciativa que tenha contribuído para a adoção da bike em terras africanas. Um dos pioneiros do ciclismo fora de estrada, aliás, foi o tenente do exército americano James Moss, que, em 1896, formou o 25th Infantry Bicycle Corps, o primeiro grupo militar a utilizar a bicicleta como meio de locomoção. A guarnição era formada por oito Buffalo Soldiers, como eram chamados no exército dos Estados Unidos os voluntários negros.
Nos planos de Calfee e Ho, a fabricação de bicicletas de bambu no estilo cauda longa, permitiria empregar matéria-prima e mão-de-obra locais. Para dar sustentação ao projeto, a dupla exibe uma pesquisa de mercado divulgada em 2008 sob a égide do Instituto Terra da Universidade de Columbia em Nova York, dirigida pelo célebre economista Jeffrey Sachs. O estudo aponta que as bikes de bambu podem até ser superiores às bicicletas tradicionais, de alumínio ou de ferro. O custo de fabricação está hoje estimado em US$ 47 e o de venda, em US$ 55. Na Califórnia, Calfee vende quadros produzidos com a gramínea por US$ 2,6 mil.
Churchill e os Buffalo Soldiers
A bicicleta de bambu é uma esquisitice sugerida ao mercado desde o final do século 19, mas ainda hoje os proponentes de tal avanço não conseguiram superar o problema da excessiva flexibilidade do quadro. Também não é a primeira vez que homens brancos sonham em difundir o uso da magrela na África. Um dos mais célebres visionários foi Winston Churchill. Em 1908, o estadista, então ministro do comércio da Inglaterra, sugeriu que os exploradores coloniais fizessem uso da bicicleta em suas aventuras pelo continente.
Hoje, a idéia de Churchill é mais considerada como uma das proposições que deram origem à bicicleta para todo terreno do que uma iniciativa que tenha contribuído para a adoção da bike em terras africanas. Um dos pioneiros do ciclismo fora de estrada, aliás, foi o tenente do exército americano James Moss, que, em 1896, formou o 25th Infantry Bicycle Corps, o primeiro grupo militar a utilizar a bicicleta como meio de locomoção. A guarnição era formada por oito Buffalo Soldiers, como eram chamados no exército dos Estados Unidos os voluntários negros.
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Pedal na terra dos Sombra Bikers
Havia meses que Maurício Borne, o Testa, convocava Fabio Lazzarotto e a mim para circularmos na companhia dos Sombra Bikers pelas paragens de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha. Entre ciclistas, convites para girar por ruas e estradas têm, em geral, além da intenção de exercício e aventura, o objetivo de passar bons momentos ao lado de amigos, de pessoas com quem simpatizamos ou de se aproximar daquela moça ou rapaz que tanto nos agrada. Um caso especial é quando o convite é para pedalar “lá na minha terra”, pois o anfitrião deseja mais do que a companhia de convivas — ele quer a satisfação de lhe guiar pelas veredas da região que tanto ama. Nem pense na possibilidade de fazer uma desfeita, exceto se você tiver absoluto desprezo pela criatura. Ou seja, Fabio e eu só tínhamos é de criar vergonha na cara e atender ao chamado do amigo.
No último sábado, 24, com a presença simpática e charmosa de Fabiane Binsfeld, quitamos a dívida e descobrimos o que estávamos perdendo. Fomos recebidos com gentileza, atenção e bom humor singulares por Testa e demais sombras: Roberto Martins Júnior, Gustavo Basso, Gustavo Minuscoli e Douglas Debortolli. No passeio, de 57 quilômetros — o trajeto original, de 80 quilômetros, foi reduzido diante de reivindicação do pica-pau que vos escreve —, percorremos trechos da Rota do Sol e estradas vicinais de Fazenda Souza.
Gozação levada a sério
O Sombra surgiu no final de 2005. Na época, o grupo se chamava Romário Bikers, em referência ao famoso centroavante e terceiro maior artilheiro da Seleção Brasileira. “É que na época, o Romário só ficava na boa durante as partidas, parado, só na sombra”, explica Testa. Depois, a homenagem ao futebolista ficou para trás, mas permaneceu o espírito de pedalar despreocupadamente, na gozação e na sombra. Eles levam isto bem a sério e certamente criaram um estilo raro. Mesmo um pica-pau como eu teve a oportunidade de dar boas gargalhadas durante a expedição por estradas cobertas de brita, muita brita, e subidas que merecem ser chamadas de subidas. Num momento de bobeira, protagonizei o único e cinematográfico tombo da jornada. Deslizando com o corpo sobre a brita, descobri como se faz esfoliação à moda Sombra Bikers.
Entre uma pedalada e outra, fotos. Os sombras vivem um dilema sobre o uso do flash. “Com flash”, diz um. “Sem flash”, insiste outro. Venceu a turma do flash. Minuscoli, o Minu, saca o celular do bolso e faz a foto com clarão, ou melhor, um clarinho que timidamente lembra um flash. Hora do almoço, bateu a fome, e lá fomos nós para um restaurante em Fazenda Souza. Cardápio bem leve: bifes, filés de frango com queijo, ovos fritos, polenta, arroz e salada em quantidade ilimitada. Tudo por um preço tão forte quanto o flash do celular de Minu. Para abrir o apetite, um isotônico à base de vodka. Depois da refeição diet, mais algumas subidas e descidas com bastante brita e uma passadinha nos pomares de saborosos pêssegos da região para breve degustação. Para finalizar a recepção exemplar, tivemos direito a banho na casa de Testa. Voltamos para Porto Alegre bem limpinhos e com a certeza de que pedalar com amigos, “lá na minha terra”, é outra coisa.
Veja fotos da pedalada em http://www.flickr.com/photos/pedivela/sets/72157612987873462/
Visite o blog dos Sombra Bikers
www.sombrabikers.com.br
No último sábado, 24, com a presença simpática e charmosa de Fabiane Binsfeld, quitamos a dívida e descobrimos o que estávamos perdendo. Fomos recebidos com gentileza, atenção e bom humor singulares por Testa e demais sombras: Roberto Martins Júnior, Gustavo Basso, Gustavo Minuscoli e Douglas Debortolli. No passeio, de 57 quilômetros — o trajeto original, de 80 quilômetros, foi reduzido diante de reivindicação do pica-pau que vos escreve —, percorremos trechos da Rota do Sol e estradas vicinais de Fazenda Souza.
Gozação levada a sério
O Sombra surgiu no final de 2005. Na época, o grupo se chamava Romário Bikers, em referência ao famoso centroavante e terceiro maior artilheiro da Seleção Brasileira. “É que na época, o Romário só ficava na boa durante as partidas, parado, só na sombra”, explica Testa. Depois, a homenagem ao futebolista ficou para trás, mas permaneceu o espírito de pedalar despreocupadamente, na gozação e na sombra. Eles levam isto bem a sério e certamente criaram um estilo raro. Mesmo um pica-pau como eu teve a oportunidade de dar boas gargalhadas durante a expedição por estradas cobertas de brita, muita brita, e subidas que merecem ser chamadas de subidas. Num momento de bobeira, protagonizei o único e cinematográfico tombo da jornada. Deslizando com o corpo sobre a brita, descobri como se faz esfoliação à moda Sombra Bikers.
Entre uma pedalada e outra, fotos. Os sombras vivem um dilema sobre o uso do flash. “Com flash”, diz um. “Sem flash”, insiste outro. Venceu a turma do flash. Minuscoli, o Minu, saca o celular do bolso e faz a foto com clarão, ou melhor, um clarinho que timidamente lembra um flash. Hora do almoço, bateu a fome, e lá fomos nós para um restaurante em Fazenda Souza. Cardápio bem leve: bifes, filés de frango com queijo, ovos fritos, polenta, arroz e salada em quantidade ilimitada. Tudo por um preço tão forte quanto o flash do celular de Minu. Para abrir o apetite, um isotônico à base de vodka. Depois da refeição diet, mais algumas subidas e descidas com bastante brita e uma passadinha nos pomares de saborosos pêssegos da região para breve degustação. Para finalizar a recepção exemplar, tivemos direito a banho na casa de Testa. Voltamos para Porto Alegre bem limpinhos e com a certeza de que pedalar com amigos, “lá na minha terra”, é outra coisa.
Veja fotos da pedalada em http://www.flickr.com/photos/pedivela/sets/72157612987873462/
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