Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Rótulo decisivo

Na noite do último sábado, dia 12 de julho, fui a um supermercado de Porto Alegre para comprar uma garrafa de vinho. A imagem de uma bicicleta no rótulo de um Carmenere chileno (acima) foi decisiva para minha escolha. A magrela ilustra apropriadamente o manejo natural de vinhedos anunciado pela vinícola. De resto, o vinho é muito bom.

Campanha de filiação
Fundada em 1994 por Paulo Roberto de Souza Alves, o Lagartixa, a Associação Ciclística da Zona Sul (ACZS) abre campanha para filiação de novos sócios. A carteirinha da ACZS garante desconto em lojas conveniadas. A iniciativa será comemorada com um passeio no dia 27 de julho, com largada às 10h, na ciclovia de Ipanema. Lagartixa, presidente da ACZS, anuncia ainda que a entidade vai sair da informalidade nos próximos dias e se tornar pessoa jurídica. Um passo importante. A associação é destaque em Porto Alegre pelas pedaladas que promove, pela organização na Semana da Bicicleta da Capital — em setembro, tradicionalmente — e pela atividade em defesa dos ciclistas. E tem mais: no passeio do dia 27 será lançado também o novo uniforme da equipe da ACZS — sócios poderão adquirir camiseta e boné. Depois da jornada, haverá festa com quentão, pipoca, pinhão e bolo de milho.

Mensagem ao Mário Cardoso
Há dois anos, quando esse blog foi lançado, um dos mais gratos resultados que obtive foi estabelecer contato com um colega de ciclismo do outro lado do mundo. De Macau, o jurista e jornalista português Mário Cardoso, o Mário Cê, passou a enviar mensagens narrando o amor pela terra gaúcha, a paixão pelo ciclismo — Mário realiza belas jornadas de cicloturismo pela China —, o gosto pelo vinho e, mais do que isso, a manifestar uma carinhosa amizade com o autor dessa página. Tempos depois, por um indesculpável relaxamento de minha parte, a correspondência eletrônica foi interrompida. Fui deixando para depois uma resposta a um e-mail de Mário, o atraso ficou vergonhoso e fiquei em falta com o amigo.
No dia 20 de junho, o Mário, figura de rara humanidade em nossos dias, publicou um texto no blog que mantém lá no Oriente. No texto, o amigo fala da série “A Casa das Sete Mulheres”, então em exibição emissora de TV TDM-Teledifusão de Macau. E lá está novamente o Mário a elogiar o Rio Grande do Sul. E foi adiante: aproveitou e escreveu três parágrafos que me tocaram fundo no coração. Transcrevo:

“Há já quase dois anos que me apaixonei pela terra gaúcha, pelas suas tradições, hoje ainda tão fortes e vivas, pela história da efêmera República Rio-grandense, pelo seu líder Bento Gonçalves, pelos italianos que, conduzidos pelos ideais da Carbonária, se juntaram aos revoltosos, liderados por um homem que nunca me passara pela cabeça que por ali tivesse andado a lutar: Giuseppe Garibaldi, o grande homem da Itália, por si unificada depois da epopéia do sul do Brasil.
Paixão que me foi induzida por um gaúcho legítimo, entusiasta como eu da bicicleta, jornalista como eu já fui, homem de grande sensibilidade, profundo conhecedor da sua terra, e que conheci por acaso através da Internet e por causa das aventuras ciclísticas de cada um de nós. Em boa hora o destino nos juntou, porque muito com ele aprendi, ao mesmo tempo que lhe procurei transmitir a minha própria experiência em Macau e nas estradas da grande China.
Acabei por prometer a mim próprio uma visita ao Rio Grande do Sul quando voltar ao Brasil, por ocasião dos grandes festejos gaúchos, da “Semana Farroupilha”, anualmente em Setembro um pouco por todo o Estado. Com muita pena minha, e sem saber bem porquê, o contacto com o meu amigo foi interrompido, ainda que lhe siga metodicamente os passos, paixões, mudanças e aventuras através do seu site. Talvez um dia o destino nos junte de novo, quiçá a paixão pelos ideais e pela aventura que nos é comum venha a superar aquilo que é superfluo e de baixo vôo — e nos terá, porventura, separado, sem que nenhum de nós o quisesse.”

Mário, seria uma grande honra e felicidade te encontrar nos pagos do Rio Grande. E, por favor, amigo, te peço que aceite minhas desculpas por tanto tempo de silêncio.

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Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Avanço na modernidade

A assessoria de comunicação da Fundação Iberê Camargo contesta a informação divulgada pelo blog no dia 20 de junho e pela coluna Bike, de Zero Hora, na semana passada. “A entrada e acomodação de bicicletas no estacionamento da nova sede da Fundação Iberê Camargo nunca foi proibida, sendo permitido que os ciclistas e motociclistas posicionem suas bicicletas e motos junto ao estacionamento no subsolo, sem qualquer custo para os proprietários”, afirma nota de esclarecimento da instituição. A assessoria informa ainda que a equipe interna do memorial foi orientada para bem receber a visita de ciclistas ao local.

Ainda de acordo com a nota enviada, nos próximos dias será instalado um bicicletário na área verde existente junto ao prédio do museu, projeto do arquiteto português Álvaro Siza. O equipamento para estacionamento e guarda de bicicletas foi desenhado pelo próprio Siza.

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Sexta-feira, 27 de Junho de 2008

Plano Cicloviário só entra em votação no segundo semestre

Entregue à Câmara Municipal de Porto Alegre na última quarta-feira, dia 25, o Plano Cicloviário da Capital, na melhor das hipóteses, só deverá ser votado pelo plenário da Casa a partir do final de agosto. O exame do projeto na retomada dos trabalhos depois do recesso parlamentar depende de os parlamentares conseguirem firmar um acordo que acelere a tramitação da proposta. Sem o acordo, a tendência é de que a avaliação fique para o primeiro semestre de 2009.
Apesar de o prefeito José Fogaça haver anunciado que os primeiros 18 quilômetros de ciclovias poderiam ser implantados ainda em 2008, dificilmente algum metro de pista exclusiva para bicicletas previsto no plano sairá do papel para as ruas dentro de um prazo inferior a 12 meses. Além da tramitação na Câmara, empecilhos burocráticos projetam o tempo de espera para a cidade receber a benfeitoria. Honrosa exceção seria a ciclovia da Avenida Diário de Notícias, no Cristal, instalada em contrapartida à construção do Barrashopping e que deve ser concluída até o final do ano.
Para a prefeitura, o aval da Câmara é antes de tudo uma necessidade política. A administração tem autonomia para construir equipamentos que facilitem a vida de ciclistas — implantação de ciclovias está prevista no Plano Diretor da Capital. O exame do projeto por parte de vereadores, no entanto, tem duplo papel para o Executivo. Por um lado, como dificilmente a matéria irá enfrentar qualquer rejeição por parte de vereadores, a apreciação da Câmara confere maior legitimidade ao plano que deverá contar com recursos da iniciativa privada para a implantação. Por outro, dá mais tempo para que a prefeitura reserve o dinheiro necessário para o investimento — cada quilômetro de ciclovia terá um custo médio de R$ 150 mil, aproximadamente R$ 2,7 milhões no total.

Seis meses para licitação

No Legislativo, mesmo se tratando de um plano de fácil aceitação por parte dos parlamentares, a tramitação pode se arrastar durante meses, principalmente quando houver o exame em comissões que tenham afinidade com a matéria. Em ano eleitoral, a possibilidade de o projeto permanecer tempo extra na gaveta torna-se ainda maior. De olho nos obstáculos que podem tornar ainda mais demorado a construção de ciclovias, o vereador Mauro Zacher (PDT) procura no regimento da Câmara mecanismos que possam dar maior rapidez à passagem do texto pela Casa. A intenção de Zacher é fazer com que as comissões elaborem um único parecer. De acordo com o vereador, se a sugestão for aceita o tempo necessário para o aval das comissões será bem menor. O pedetista calcula que o projeto poderia ser levado ao plenário no final de agosto.
— São décadas de promessas para os usuários de bicicletas de Porto Alegre — diz Zacher, que presidiu uma audiência pública com a participação de ciclistas, na Câmara, na quarta-feira.
Se tudo correr bem, com o projeto aprovado pela Câmara, a próxima administração da prefeitura terá condições de iniciar os trabalhos em janeiro de 2009 com o Plano Cicloviário em cima da mesa — o que representa uma nova etapa na espera da cidade por ciclovias. “A licitação leva um prazo de cerca de seis de meses”, diz o arquiteto da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPC) Régulo Ferrari, coordenador do grupo técnico que acompanhou a elaboração do plano.

O plano
Como é o projeto que prevê a construção de ciclovias em Porto Alegre

— Desenvolvido a partir de diagnóstico técnico da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), o projeto tem como objetivo incentivar o uso da bicicleta como alternativa de transporte, integrando ciclovias ao sistema viário existente na cidade. No projeto estão identificados 495 quilômetros propícios para ciclovias e ciclofaixas em diferentes regiões de Porto Alegre

— Dos 495 quilômetros de vias que poderiam ser adequadas ao uso de ciclistas, 150 quilômetros têm a possibilidade de receber benfeitorias em médio prazo. Outros 18 quilômetros — nas avenidas Ipiranga e Sertório e no Bairro Restinga — seriam instalados em curto prazo.

— De acordo com os cálculos da EPTC, o custo médio de cada quilômetro de ciclovia será de R$ 150 mil. Para custear o projeto, a prefeitura pretende contar com a contrapartida de empreendimentos urbanos. Construções de prédios destinados a shoppings, por exemplo, deverão investir na implantação de ciclovias para compensar o impacto ambiental causado pelas obras

A tramitação
Os caminhos do Plano Cicloviário na Câmara Municipal

— O projeto foi entregue à Câmara na quarta-feira, dia 25, pelo prefeito José Fogaça.
— Pelo regimento da Casa, a proposta necessita ser incluída na pauta de duas sessões. A primeira sessão deverá ser a da próxima quarta-feira, dia 2 de julho.
— A Câmara entra em recesso no dia 6 de julho. A primeira sessão da Câmara na retomada dos trabalhos está prevista para o dia 4 de agosto. Essa deverá ser a segunda sessão em que o Plano Cicloviário irá entrar em pauta.
— A próxima etapa será a remessa da proposta para as comissões permanentes da Casa que têm afinidade com a matéria, como as comissões de Constituição e Justiça, de Habitação, de Urbanismo, Transporte e Habitação e a de Educação, Cultura, Esportes e Juventude.
— O exame nas comissões não é simultâneo. É preciso obter a aprovação em uma comissão antes de o projeto começar a ser examinado em outra. São necessários, no mínimo, 30 dias para tramitação em cada grupo.
— A intenção do vereador Mauro Zacher (PDT) é a elaboração de um parecer único para as comissões. A possibilidade está prevista no artigo 50 do regimento da Casa. Se isso ocorrer, a expectativa do pedetista é de que o projeto esteja pronto para ser votado pelo plenário da Câmara no final de agosto. Se isso não ocorrer, em se tratando de ano eleitoral, a possibilidade é de que a votação só ocorra em 2009.

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Terça-feira, 24 de Junho de 2008

É hora de romper o isolamento

No momento em que inicio a redação desse texto faltam exatas 22 horas para o início da audiência pública sobre o Plano Cicloviário de Porto Alegre, que ocorrerá nesta quarta-feira, dia 25 de junho, às 19h, na Câmara de Vereadores da Capital gaúcha. O resultado do encontro é uma incógnita, mas o maior trunfo do processo que resultou na elaboração do projeto que entrará em debate no Legislativo poderá ser colhido durante o próprio evento.
É chegado o tempo da população de Porto Alegre, e principalmente os ciclistas da cidade, romperem o isolamento em que vivem quando se trata de implantar e desenvolver sistemas de transporte menos agressivos à vida, de maior eficiência no trânsito e baseados na mobilidade humana. O isolamento que enfrentamos hoje só nos causa prejuízos, e escrevo na condição de cidadão e ciclista. Em diversos centros urbanos — entre eles, Paris, Barcelona, Londres e Bogotá —, o incentivo do poder público e da sociedade civil à adoção da bicicleta como meio de locomoção está expresso em iniciativas de sucesso e que envolvem investimentos calculados em milhões de dólares. Centenas de cidades mundo afora estão unidas para constituir redes de promoção do transporte cicloviário. Porto Alegre, salvo um ou outro episódio menor e sem continuidade, encontra-se alienada de tais acontecimentos.

O exemplo de Pelotas

Situação semelhante atinge aqueles que deveriam ser os interessados em estabelecer tais laços. Os ciclistas de Porto Alegre deveriam se mirar no exemplo de seus colegas de Pelotas. Na mais importante cidade da Região do Estado existe hoje o Movimento dos Usuários de Bicicleta de Pelotas (MubPel). Fruto do esforço de abnegados como Paulo Baptista, Horacio Severi, Guto King, Giancarlo Bachieri e Sandro Zugno, o MubPel é interlocutor constante com a prefeitura daquele município e com a sociedade da região, tendo inclusive conquistado vitórias significativas em parceria com a Universidade Federal de Pelotas e com estabelecimentos do comércio de bens e serviços. Em menor proporção, outros exemplos são encontrados em localidades espalhadas pela terra gaúcha e pelo país.
Em Porto Alegre, no entanto, pouco se avançou nesse sentido. Uma pequena parte daqueles que utilizam a bicicleta para transporte, lazer ou esporte estabelece diálogo no conforto e distanciamento de listas de discussão da rede mundial de computadores. Dialogam, é verdade, mas falam somente entre si e para si. Já estão unidos, mas é necessário seguir adiante e estabelecer ações conjuntas com outros personagens do mundo real. Um contingente muito mais expressivo — os trabalhadores que tem na bicicleta seu principal veículo — está ao Deus dará e morrendo às dezenas a cada ano, vítimas da estupidez de nosso trânsito. Esportistas lutam todos os dias contra carros, caminhões, ônibus e moto em busca de espaço para se exercitarem. Famílias inteiras ficam restritas às áreas de parques da cidade para pedalar em conjunto.

A dúvida de Servino

Na tarde de hoje, terça-feira, 24, o colega ciclista Rogério Servino me questionou se agora finalmente as ciclovias de Porto Alegre vão sair do papel. Eu não sei se isso vai acontecer. Torço para tal, mas há décadas se fala nisso na cidade e pouco se fez. Mas eu tenho certeza de que o caminho que poderá ser pavimentado para ciclovias precisa ser aberto por nós, ciclistas. E também tenho certeza de que é muito mais fácil aplicar asfalto no chão do que unir pessoas em torno de uma causa.
Nessa quarta-feira, teremos uma oportunidade rara para isso. Teremos a possibilidade de estarmos juntos, debatendo nossos interesses com a mediação de nada menos da mais importante instituição de representação da população porto-alegrense, a Câmara de Vereadores, e da mais importante instituição de representação de ciclistas do Estado, a Federação Gaúcha de Ciclismo (FGC) — e desde já fica registrado meu agradecimento ao Paulo Roberto Souza Alves, o incansável Lagartixa, da Associação Ciclística da Zona Sul (ACZS), e ao vereador Mauro Zacher (PDT), que nos proporcionaram a audiência pública. Agora, só nos resta saber aproveitar.

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Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

Atraso na modernidade

Inaugurada em maio, a nova e moderna sede da Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, corre o risco de se tornar um bom exemplo do atraso da Capital gaúcha quando se trata de mobilidade urbana. O acesso ao estacionamento da instituição é restrito a automóveis. De bicicleta, não. Localizada na Avenida Padre Cacique, junto a um dos principais roteiros de ciclistas na cidade, a sede da fundação proíbe a entrada de magrelas na área de estacionamento. Não tem explicação.

Vale lembrar que Iberê Camargo (1914-1994), um dos grandes nomes da arte no século 20, buscou inspiração nos usuários de bicicletas para produzir a série Os Ciclistas, incluída entre as mais importantes do pintor. Aliás, é justamente um esboço de bicicleta que serve de logotipo à fundação. Dá pra entender?

Inscrições abertas


Estão abertas as inscrições para a edição de 300 quilômetros da prova de ciclismo de resistência Audax em Caxias do Sul. A adesão pode ser feita por meio do endereço eletrônico www.alencarjeremias.com.br até o dia 21 de julho. A prova ocorre no dia 25 de julho.

Pista abandonada

A prefeitura bem que poderia realizar trabalhos de limpeza e de manutenção na pista de ciclismo do Parque Marinha do Brasil. Problemas de conservação do logradouro têm dificultado o uso do equipamento por parte de ciclistas.

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Terça-feira, 3 de Junho de 2008

Anunciada data da Corrida da Integração

Já tem data marcada a terceira edição da Corrida da Integração, evento promovido pelo Rotary Club de duas cidades gaúchas — Arroio Grande e Jaguarão — e uma uruguaia — Rio Branco. A prova ocorrerá no dia 16 de novembro, domingo. A competição tem largada em Rio Branco, no lado de lá do Rio Jaguarão, na fronteira entre Brasil e Uruguai, e termina em Arroio Grande. O percurso de cerca de 60 quilômetros se dá principalmente pela BR-116, com um detalhe importante: a estrada tem o trânsito fechado para veículos automotores durante a realização da corrida.
No ano passado, a inscrição teve um custo de R$ 10, com direito a camiseta e almoço bem servido em Arroio Grande, com a presença do prefeito e outras autoridades do município gaúcho distante 347 quilômetros de Porto Alegre. Em 2007, os uruguaios venceram do primeiro ao sexto lugar na classificação geral. Estão previstas categorias por idade, sexo e por tipo de bicicleta — mountain bike ou de estrada, mas a participação vale a pena até mesmo para quem quer dar um passeio pelas terras do Sul — afinal, não é todo dia que se tem uma rodovia liberada exclusivamente para ciclistas.

Audiência imperdível em junho
Marcada para o próximo dia 25 de junho, a audiência pública sobre o Plano Cicloviário de Porto Alegre será imperdível. O encontro é promovido pelo gabinete do vereador Mauro Zacher (PDT) e pela Federação Gaúcha de Ciclismo (FGC). Na oportunidade, ciclistas de Porto Alegre poderão avaliar e discutir o projeto apresentado oficialmente pelo prefeito José Fogaça no último dia 28. O plano prevê a implantação de 18 quilômetros de ciclovias até o final do ano, embora tenha sido identificada a possibilidade de criação de faixas exclusivas para bicicletas em 495 quilômetros de vias da Capital. O custo médio do quilômetro das ciclovias que seriam inauguradas ainda em 2008 é de R$ 150 mil, de acordo com o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Luiz Afonso Senna.

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Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

Presente certo na hora certa


Presente
Originally uploaded by Poti Campos.
Há uma dificuldade considerável para se obter bons livros sobre a história do ciclismo. A produção nacional sobre o assunto é pequena, muito pequena e, em geral, de qualidade duvidosa. Melhor recorrer às edições estrangeiras. Mesmo assim, a quantidade de títulos dignos de ocuparem espaço na biblioteca continua restrita. “Bicycle, The History”, de David Herlihy (Yale University Press, 2004, 480 páginas), constitui hoje o que há de melhor no Mercado editorial a respeito do tema.
Na semana passada, estive às voltas com a ingrata busca por outras obras. No sábado, diante dos resultados pífios, já havia decidido continuar a tarefa mais adiante quando tive uma magnífica surpresa. O amigo Carlos Alexandre Vigil D’Oliveira regressou de uma sensacional viagem pela cordilheira do Himalaia — incluindo, é claro, uma expedição pelo Everest — e pela Índia. Da jornada, me trouxe um presente: “Tour de France, The Illustrated History”, de Marguerite Lazell (Firefly Books, 2003, 192 páginas), com muitas e muitas fotos e todas as informações sobre estrelas do ciclismo, escândalos, grandes momentos e, é claro, história de uma das mais famosas competições de todo o planeta. D’Oliveira acertou na mosca.

Boa sorte em Santa Cruz do Sul
No próximo sábado, dia 31 de maio, mais de 70 ciclistas deverão dar a largada na prova de Audax 300 quilômetros de Santa Cruz do Sul. Até ontem, terça-feira, dia 27, estavam inscritos 78 pessoas de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. De acordo com o organizador do evento, Luiz Faccin, havia a possibilidade de o número passar de 80. Os pedais começam a girar às 22h, no Campus da Unisc. A previsão é de tempo bom, mas com temperaturas entre 11ºC e 17ºC até o encerramento da competição, às 18h de domingo.

Audiência sobre ciclovias
Pormovida pela Federação Gaúcha de Ciclismo (FGC) e pelo gabinete do vereador Mauro Zacher (PDT), será realizada no próximo dia 25 de junho uma audiência pública sobre o Plano Cicloviário de Porto Alegre, apresentado na manhã de hoje, quarta-feira, dia 28 de maio, pelo prefeito José Fogaça. O plano identifica 495 quilômetros de vias da Capital com potencial para abrigar pistas exclusivas para bicicletas.

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